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Bloco de Netanyahu Perde Maioria no Parlamento de Israel

há 20 horas
2 min de leitura

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, perdeu a maioria no Parlamento e precisará negociar a formação de um novo governo de coalizão (aliança entre diferentes partidos políticos) para se manter no poder. A apuração confirmou que o bloco governista conquistou 53 cadeiras, número inferior aos 61 assentos necessários para dominar a Knesset (parlamento israelense).

O principal grupo de oposição, liderado pelo ex-chefe militar Gadi Eisenkot, garantiu 48 vagas no legislativo. Simultaneamente, as legendas árabes atingiram o recorde histórico de 19 parlamentares eleitos nas eleições encerradas na última semana.


Negociações e Formação de Governo

O cenário sem vencedores absolutos obriga as frentes partidárias a buscarem alianças para governar. O rito oficial de transição seguirá os seguintes passos:

➡️ Interinidade: Netanyahu permanece no cargo como primeiro-ministro interino (provisório) até que um novo gabinete ministerial seja formalmente aprovado.

➡️ Prazos Oficiais: O presidente de Israel, Isaac Herzog, fará consultas aos partidos e indicará um líder político com a missão de formar o governo no prazo inicial de 28 dias, prorrogável por mais 14.

➡️ Risco de Novas Eleições: Caso nenhuma aliança atinja os 61 deputados necessários, as negociações fracassam e o país pode convocar novas eleições gerais para 2027.

Acusações de Fraude e Reações Internacionais

Diante do impasse, o partido governista Likud protocolou pedidos de investigação, acusando legendas árabes de comprometerem a integridade das eleições através de financiamento externo. As autoridades eleitorais descartaram fraude em larga escala no pleito, mas solicitaram a apuração das suspeitas de recursos irregulares. Em resposta, o líder opositor Gadi Eisenkot afirmou que Netanyahu tenta deslegitimar a votação por não ter alcançado o apoio parlamentar necessário.


No âmbito internacional, as Nações Unidas cobram mudanças nas diretrizes do país. "Espero que o próximo governo mude essa rota de forma massiva. Israel tem suas obrigações sob o direito internacional e precisa respeitá-las", declarou Volker Turk, chefe de Direitos Humanos da ONU, em referência às ações militares no Oriente Médio.


Fontes consultadas:

  • Associated Press (AP).

  • The Guardian.

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