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Mpox em 2026: Entenda a Transmissão, os Sintomas e o Cenário Atual no Brasil

  • 27 de fev.
  • 3 min de leitura

O Brasil iniciou o ano de 2026 com um monitoramento ativo da Mpox. Até o final de fevereiro, o Ministério da Saúde já contabilizou cerca de 90 casos confirmados, concentrados principalmente nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. A boa notícia é que, até o momento, não foram registrados óbitos ou casos graves neste ano, com a maioria dos pacientes apresentando sintomas leves a moderados.

Como a Mpox é transmitida?

A transmissão da Mpox ocorre principalmente por meio do contato próximo e direto com uma pessoa infectada. Diferente de vírus altamente voláteis, o monkeypox exige maior proximidade física para se espalhar.

  • Contato Pele a Pele: Toque direto em lesões, bolhas ou crostas de uma pessoa infectada.

  • Fluidos Corporais: Contato com secreções respiratórias ou fluidos durante o beijo ou relações sexuais.

  • Objetos Contaminados: Compartilhamento de roupas, toalhas, lençóis ou utensílios usados por alguém com a doença.

  • Transmissão Vertical: De gestantes para o feto através da placenta ou durante o parto.

  • Contato com Animais: Embora raro no Brasil, pode ocorrer por mordidas ou arranhões de pequenos mamíferos infectados.

Principais Sintomas

O período de incubação (tempo entre o contato e o início dos sintomas) varia de 3 a 16 dias, podendo chegar a 21 dias. O sinal mais característico é a erupção cutânea, mas a doença geralmente começa com sintomas inespecíficos.

  1. Febre e Calafrios: Geralmente o primeiro sinal de alerta.

  2. Linfonodos Inchados (Ínguas): Este é o grande diferencial. O inchaço dos gânglios ajuda a diferenciar a Mpox de outras doenças como a catapora ou herpes.

  3. Dores: Dor de cabeça intensa, dores musculares e dor nas costas.

  4. Erupções na Pele: As lesões começam como manchas vermelhas, evoluem para bolhas com líquido e, por fim, formam crostas que caem. Elas podem surgir no rosto, mãos, pés, genitais ou mucosas (boca e olhos).

Atenção: A pessoa deixa de transmitir o vírus apenas quando todas as crostas caíram e uma nova camada de pele se formou completamente.

Tratamento e Cuidados

Atualmente, não existe um medicamento aprovado exclusivamente para a Mpox em larga escala. O tratamento foca no manejo dos sintomas e na prevenção de complicações.

  • Suporte Clínico: Uso de analgésicos e antifebris para controlar a dor e a febre.

  • Cuidado com as Lesões: Devem ser mantidas limpas e secas. É fundamental evitar coçar ou estourar as bolhas para não causar infecções bacterianas secundárias.

  • Antivirais: Em casos específicos de pacientes de alto risco (como imunocomprometidos), o antiviral tecovirimat (TPOXX) pode ser indicado sob rigorosa supervisão médica.

  • Isolamento: O paciente deve permanecer isolado até a cura completa das lesões para interromper a cadeia de transmissão.

Prevenção e Vacinas

A vacinação continua sendo uma ferramenta estratégica. No Brasil, em 2026, a vacina está disponível no SUS para grupos prioritários, como profissionais de saúde expostos e pessoas com maior risco biológico.

  • Profilaxia Pós-Exposição (PEP): Se você teve contato direto com alguém infectado, a vacina pode ser aplicada em até 4 dias (ideal) ou até 14 dias para reduzir as chances de a doença se manifestar ou para amenizar os sintomas.

  • Higiene: Lavar as mãos frequentemente e evitar o compartilhamento de objetos pessoais com pessoas que apresentem lesões suspeitas.

Resumo Comparativo: Mpox vs. Doenças Similares

Sintoma

Mpox

Varicela (Catapora)

Herpes Simples

Linfonodos inchados

Muito Comum

Raro

Raro

Localização das lesões

Rosto, extremidades e genitais

Tronco e rosto

Localizadas (boca/genitais)

Duração

2 a 4 semanas

1 a 2 semanas

1 semana

Evolução das lesões

Síncrona (todas no mesmo estágio)

Assíncrona (vários estágios)

Agrupadas

Fontes consultadas:

  • Ministério da Saúde do Brasil - Informe Epidemiológico de Mpox (Fev/2026).

  • Organização Mundial da Saúde (OMS) - Fact Sheets sobre Mpox.

  • Agência Brasil - Boletins de Vigilância Sanitária.

  • Veja Saúde / G1 Saúde - Reportagens sobre a nova cepa recombinante.

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