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O Fim da Era "Popular" a Combustão? BYD Dolphin Mini Supera Renault Kwid em Vendas

Divulgação BYD
Divulgação BYD

O cenário automotivo brasileiro mudou de cor. Segundo os dados mais recentes da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), o BYD Dolphin Mini consolidou sua posição como o novo queridinho das cidades, ultrapassando o volume de vendas do veterano Renault Kwid.

Este feito é emblemático: pela primeira vez na história do Brasil, um veículo 100% elétrico (EV) supera em emplacamentos um dos modelos mais baratos e populares movidos a gasolina/flex.

Os Números do Embate

Enquanto o Renault Kwid luta para manter sua relevância em um mercado pressionado pelos custos de combustível, o Dolphin Mini colhe os frutos da expansão da BYD no país, agora impulsionada pela produção nacional na fábrica de Camaçari (BA).

Modelo

Status de Vendas (Fev/2026)

Tendência

BYD Dolphin Mini

~6.800 unidades

Alta Estável

Renault Kwid

~6.200 unidades

Queda Gradual

Por que o brasileiro está trocando o "popular" pelo elétrico?

A virada não aconteceu por acaso. Três fatores principais explicam por que o consumidor está disposto a pagar um pouco mais no financiamento para ter um elétrico:

1. O Custo por Quilômetro

Com o preço da gasolina oscilando em patamares elevados, o custo para "abastecer" o Dolphin Mini em casa representa uma economia de até 80% em comparação ao Kwid. Para quem roda muito em perímetros urbanos, a diferença no bolso paga a parcela do carro em poucos meses.

2. Equipamentos e Tecnologia

O Kwid sempre foi criticado pelo acabamento simplório e lista de itens enxuta. Já o Dolphin Mini entrega:

  • Multimídia giratória de última geração.

  • Seis airbags de série.

  • Acabamento interno soft-touch.

  • Condução silenciosa e torque instantâneo.

3. Manutenção Simplificada

Sem troca de óleo, filtros complexos, correias ou velas, a revisão de um elétrico da BYD chega a ser 40% mais barata que a de um carro a combustão equivalente em um período de três anos.

O Desafio da Renault

A Renault não assiste ao movimento de braços cruzados. A marca francesa tem apostado em descontos agressivos para o Kwid a combustão e reforçado o marketing do Kwid E-Tech (sua versão elétrica). No entanto, o design futurista e a eficiência das baterias Blade da BYD têm se mostrado argumentos mais fortes para o novo perfil de comprador urbano.

"Estamos presenciando a democratização da eletrificação. O consumidor percebeu que o carro elétrico não é mais um luxo de nicho, mas uma escolha racional de economia", afirma um analista da Bright Consulting.

Conclusão: Um Caminho sem Volta?

A ultrapassagem do Dolphin Mini sobre o Kwid sinaliza que o brasileiro perdeu o medo da autonomia das baterias, especialmente com o aumento da rede de carregadores em shoppings e supermercados. Se a tendência continuar, 2026 será lembrado como o ano em que o "carro popular" mudou de conceito, priorizando a eletricidade e a tecnologia sobre a combustão tradicional. Fontes consultadas: Fenabrave - Relatórios Mensais de Emplacamentos (2026) BYD Notícias

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