top of page

Presidente do Paraguai renuncia após crise bancária e ameaça de impeachment

há 4 horas
1 min de leitura

O presidente do Paraguai, Santiago Peña, renunciou ao cargo na quinta-feira (5) após forte pressão do Congresso e o avanço de um processo de impeachment (destituição do mandato). A queda imediata do chefe do Executivo foi motivada por um escândalo financeiro envolvendo o Banco Ueno, instituição que sofreu intervenção do Banco Central paraguaio por operar com solvência abaixo do mínimo exigido.


Peña foi alvo de acusações de conflito de interesses por ter atuado como acionista do banco até o ano de 2025. O escândalo resultou no congelamento de milhares de contas e também provocou a renúncia do presidente do Banco Central do país, Carlos Carvallo. Com a saída do mandatário, o vice-presidente Pedro Alliana assume definitivamente a presidência da República.



"Tomei a decisão de apresentar minha renúncia à Presidência da República. O faço pensando na estabilidade de nosso país, na paz social e na necessidade de preservar nossas instituições democráticas", declarou Santiago Peña em pronunciamento oficial.


→ Desdobramentos da Crise Política e Financeira:

  • Garantia de depósitos: O governo paraguaio ativou um fundo garantidor para tentar reembolsar os clientes afetados pela liquidação em até US$ 38 mil (cerca de 228 milhões na moeda local).

  • Investigação em curso: O Ministério Público local solicitou a prisão preventiva de oito executivos ligados à diretoria do Banco Ueno.

  • Foro e blindagem: Com a renúncia voluntária, a Câmara do Paraguai arquivou o processo de impeachment, manobra que garante a Peña o direito de assumir o cargo de senador vitalício, conforme determina a Constituição do país.


Fontes consultadas: Agência Brasil

Comentários


bottom of page