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Revés para Milei: Justiça Argentina Suspende Trechos Cruciais da Reforma Trabalhista

  • há 2 dias
  • 2 min de leitura
Foto: REUTERS/Alessia Maccioni
Foto: REUTERS/Alessia Maccioni

A agenda de reformas econômicas do presidente argentino Javier Milei sofreu um impacto significativo nesta segunda-feira, 30 de março de 2026. O juiz Raúl Horacio Ojeda, da 63ª Vara Nacional do Trabalho, determinou a suspensão provisória de 82 artigos da recém-aprovada reforma trabalhista. A decisão atinge o "coração" das medidas do governo federal, incluindo a polêmica jornada de 12 horas e as restrições severas ao direito de greve.


O Núcleo da Suspensão: Jornada e Greves

O magistrado acatou uma ação movida pela Confederação Geral do Trabalho (CGT), a principal central sindical do país. Entre os pontos agora congelados, destacam-se:

  • Flexibilização da Jornada: O artigo que permitia estender o trabalho para até 12 horas diárias (mediante acordos e compensação via banco de horas, sem pagamento de horas extras) foi suspenso.

  • Limitação do Direito de Greve: A justiça barrou as regras que classificavam uma ampla gama de setores como "serviços essenciais" e "transcendentais", obrigando a manutenção de até 75% da operação durante paralisações.

  • Indenizações e Demissões: Foram interrompidas as mudanças que reduziam o cálculo de indenizações por antiguidade e a criação do Fundo de Assistência Laboral (FAL), que visava substituir o modelo tradicional de ressarcimento.


"Perigo na Demora": A Justificativa Judicial

Em sua decisão, o juiz Ojeda argumentou que a aplicação imediata das novas regras poderia causar danos irreparáveis aos trabalhadores caso a lei venha a ser declarada inconstitucional no julgamento final do mérito. O magistrado destacou o "perigo na demora", sinalizando que a execução das medidas poderia esvaziar direitos históricos antes mesmo de uma análise jurídica definitiva.

Para o governo Milei, a reforma é vista como um pilar essencial para a "modernização" do mercado e atração de investimentos. No entanto, para os sindicatos, trata-se de um retrocesso de décadas em termos de proteção social.


Próximos Passos

A suspensão é temporária e o governo federal já sinalizou que irá recorrer da decisão em instâncias superiores. A batalha jurídica deve agora escalar para as Câmaras de Apelações e, possivelmente, para a Suprema Corte argentina, mantendo o país em um clima de incerteza jurídica sobre as relações laborais.


Fontes de Consulta:

  • Agência de notícias REUTERS

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