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Brasil será maior beneficiado com nova tarifa de 15% dos EUA, aponta estudo

  • 24 de fev.
  • 2 min de leitura

O cenário do comércio global sofreu um sismo neste fim de semana. Após a Suprema Corte dos Estados Unidos invalidar as tarifas emergenciais anteriores (que chegavam a 40% para alguns produtos), o presidente Donald Trump anunciou uma nova alíquota global uniforme de 15% para todas as importações americanas.

Embora o anúncio de novas taxas costume gerar preocupação, para o Brasil o efeito é inverso: o país deve ser o maior beneficiado do mundo com a mudança, registrando uma queda drástica no custo de suas exportações para os EUA.

Por que o Brasil "ganha" com uma tarifa de 15%?

O paradoxo de o Brasil se beneficiar de uma nova tarifa explica-se pelo que tínhamos antes. Até a semana passada, diversos produtos brasileiros enfrentavam sobretaxas pesadas que, somadas, elevavam a carga tributária a patamares proibitivos.

Segundo levantamento da plataforma Global Trade Alert, a transição para a taxa fixa de 15% representa, na prática, uma redução média de 13,6 pontos percentuais nas tarifas aplicadas aos produtos brasileiros.

Comparativo: Quem ganha e quem perde

Enquanto o Brasil vê suas taxas caírem, aliados históricos dos EUA que possuíam acordos de tarifas baixas (em torno de 10%) agora enfrentam um aumento para o piso de 15%.

País / Bloco

Impacto na Tarifa Média

Status

Brasil

- 13,6% (Queda)

Maior Beneficiado

China

- 7,1% (Queda)

Beneficiado

Reino Unido

+ 2,1% (Aumento)

Prejudicado

Itália

+ 1,7% (Aumento)

Prejudicado

Otimismo no Governo: "Não perdemos competitividade"

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, celebrou o novo cenário. Segundo ele, o fato de a alíquota ser igual para todos os países elimina as desvantagens que o Brasil enfrentava em relação a competidores europeus e asiáticos.

"Como a alíquota é igual para todo mundo, nós não perdemos competitividade. Pelo contrário, ganhamos espaço em setores onde antes éramos sobretaxados injustamente", afirmou Alckmin.

Setores em Destaque: Isenções e Vantagens

A nova política, baseada na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, mantém algumas isenções estratégicas que favorecem diretamente a pauta exportadora brasileira. Itens como combustíveis, carne, café, celulose, suco de laranja e aeronaves devem seguir com alíquotas zeradas ou mínimas, preservando a liderança brasileira nesses mercados.

Por outro lado, setores como aço e alumínio permanecem sob vigilância e podem manter regimes específicos de 50%, dependendo de negociações bilaterais.

O Alerta: O Alívio pode ser Temporário

Apesar do entusiasmo, analistas pedem cautela. A nova tarifa de 15% tem validade inicial de 150 dias (até 24 de julho de 2026). Além disso, a Casa Branca já sinalizou que pretende abrir investigações sob a Seção 301 para apurar "práticas comerciais desleais", o que pode resultar em novas sobretaxas focadas especificamente em países como Brasil e China no segundo semestre.

Conclusão

O Brasil se encontra em uma janela de oportunidade única. Com a redução real da carga tributária nos EUA, a indústria nacional tem cerca de cinco meses para consolidar sua presença no mercado americano antes que novas barreiras possam ser erguidas.


O que você acha dessa mudança? O Brasil deve aproveitar para fechar novos acordos ou deve temer uma reação futura dos EUA? Comente abaixo! Fontes consultadas:

  • Global Trade Alert - Estudo de Impacto Tarifário 2026

  • CNN Brasil - Economia e Macroeconomia

  • Agência Brasil / Ministério do Desenvolvimento (MDIC)

  • Exame - Mundo e Comércio Exterior

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