Dólar fecha em alta no Brasil impulsionado por cenário externo e cautela eleitoral

O dólar comercial encerrou o pregão cotado a R$ 5,04, registrando uma alta de 0,23%. O movimento acompanhou a tendência de valorização da moeda norte-americana frente a divisas emergentes, reflexo direto da aversão ao risco no mercado internacional e da expectativa em torno da reta final da disputa presidencial no Brasil.
→ A cotação oscilou entre a mínima de R$ 5,0226 e a máxima de R$ 5,0559 ao longo da sessão, evidenciando a cautela dos investidores. No cenário doméstico, a proximidade da divulgação de novas pesquisas de intenção de voto para o segundo turno intensificou a volatilidade nos mercados de câmbio e de juros futuros.
Fatores externos e pressão sobre ativos de risco
A alta da moeda americana também foi influenciada pelo ambiente externo adverso. O encarecimento do petróleo, somado à queda das bolsas em Nova York — impulsionada por perdas no setor de tecnologia e por incertezas fiscais na Europa —, levou os investidores globais a reduzirem posições em ativos de maior risco.
Aversão global: O recuo de índices acionários internacionais estimulou a busca por liquidez em ativos de proteção.
Impacto nos emergentes: Moedas de países em desenvolvimento sentiram a pressão vinda da reprecificação de riscos globais.
Curva de juros: Os contratos de juros futuros fecharam em alta no Brasil, repercutindo tanto o ambiente externo quanto a indefinição fiscal e política.

Expectativa para os indicadores e encerramento da campanha
A agenda econômica da reta final da semana concentra atenções na divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial do país. O indicador é monitorado de perto pelo mercado para mensurar os próximos passos da política monetária nacional.
→ Paralelamente, os agentes financeiros mantêm o foco voltado para os desdobramentos políticos do último dia de propaganda eleitoral e para os levantamentos estatísticos que antecedem o pleito de domingo, fatores que continuam ditando o ritmo dos negócios na B3 e no mercado de câmbio.
Fontes consultadas
Broadcast / Agência Estado – Fechamento câmbio: Dólar tem leve alta com aversão global a risco e tensão eleitoral (22/10/2026).
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