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Operação Narcofluxo: PF prende Raphael Sousa, dono da Choquei, em esquema de R$ 1,6 bilhão

  • 15 de abr.
  • 3 min de leitura
Foto: Reprodução Perfil do Instagram
Foto: Reprodução Perfil do Instagram

Investigação aponta o empresário como "operador de mídia" de uma organização criminosa bilionária; cantores MC Ryan SP e MC Poze do Rodo também foram detidos.


Brasília – A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (15 de abril de 2026), a Operação Narcofluxo, uma das maiores ofensivas do ano contra a lavagem de dinheiro e a evasão de divisas no Brasil. Entre os alvos principais está o empresário Raphael Sousa Oliveira, proprietário da página de entretenimento Choquei. A operação investiga uma rede criminosa que teria movimentado cerca de R$ 1,6 bilhão de forma ilícita em menos de dois anos.

As prisões temporárias, expedidas pela 5ª Vara Federal de Santos (SP), atingiram também figuras de grande alcance no cenário musical, como os cantores MC Ryan SP e MC Poze do Rodo. Ao todo, mais de 200 agentes federais cumprem 39 mandados de prisão e 45 de busca e apreensão em nove estados e no Distrito Federal.


O Papel da Mídia na Estrutura Criminosa

De acordo com o relatório preliminar da PF, Raphael Sousa não atuava diretamente no tráfico de entorpecentes ou na gestão financeira primária, mas exercia a função estratégica de "operador de mídia". O empresário é suspeito de receber vultosas quantias para utilizar o alcance da página Choquei — que conta com mais de 27 milhões de seguidores — para:

  1. Mitigação de Crises: Reduzir o impacto de notícias negativas ou investigações contra líderes da organização.

  2. Promoção de Plataformas: Divulgar sites de apostas e rifas digitais que serviriam como fachada para a entrada de recursos ilícitos no sistema financeiro legal.

  3. Impulsionamento de Conteúdo: Criar narrativas favoráveis aos principais investigados, integrando-os organicamente ao cenário de entretenimento nacional para mascarar a origem de seus bens.

"A investigação aponta que a engrenagem midiática era fundamental para conferir uma aparência de legitimidade aos lucros do grupo", afirma o comunicado oficial da Polícia Federal.

A Anatomia do Esquema Bilionário

A organização criminosa utilizava um modelo sofisticado para ocultar o patrimônio. Segundo as autoridades, o grupo se valia de:

  • Empresas de Fachada: Registros no setor de eventos e produção musical para misturar receitas legítimas com dinheiro de origem duvidosa.

  • Criptoativos: Uso intensivo de carteiras digitais para transferências internacionais e evasão de divisas.

  • Dinheiro em Espécie: O transporte de grandes volumes de notas físicas para pagamentos de terceiros e operadores.

No caso de MC Ryan SP, apontado como um dos beneficiários econômicos centrais, a polícia identificou a transferência de participações societárias para familiares como tentativa de blindagem patrimonial.


Reações e Próximos Passos

A defesa de Raphael Sousa ainda não se manifestou oficialmente sobre os detalhes do inquérito, informando apenas que o publicitário está colaborando com as autoridades em Goiânia. Já a assessoria jurídica de Poze do Rodo afirmou desconhecer o teor total do mandado, mas ressaltou que apresentará as justificativas necessárias à Justiça.

A Operação Narcofluxo segue em andamento, e o material apreendido (celulares, documentos e veículos de luxo) será submetido a perícia técnica para identificar outros possíveis influenciadores que integrariam a rede de apoio do esquema.


Fontes de Consulta:

  • Agência Brasil (EBC) – "PF faz operação contra esquema que movimentou R$ 1,6 bilhão" (15/04/2026).

  • UOL Notícias – "Dono da Choquei é preso na mesma operação que MC Ryan e MC Poze" (15/04/2026).

  • InfoMoney – "PF aponta criador da Choquei como operador de mídia em esquema de R$ 1,6 bi" (15/04/2026).

  • Revista Oeste – "PF prende dono da Choquei em operação contra lavagem de R$ 1,6 bi" (15/04/2026).

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