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Parceria Bilateral: Susep Avança em Acordo com a China para Expandir Mercado de Seguros e Resseguros

  • há 17 horas
  • 3 min de leitura
Fonte Imagem: Brasil 247
Fonte Imagem: Brasil 247

Aproximação estratégica com o regulador chinês visa atrair capital estrangeiro, ampliar a capacidade de grandes riscos e impulsionar seguros voltados à transição ecológica.

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) deu um passo decisivo para a internacionalização e o fortalecimento do mercado de seguros e resseguros do Brasil. Entre os dias 9 e 12 de junho de 2026, uma comitiva liderada pela autarquia cumpriu agenda oficial em Pequim, participando da 12ª Reunião da Subcomissão Econômico-Financeira da COSBAN (Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação) e do 3º Fórum de Cooperação Financeira Brasil-China.


O encontro consolidou as diretrizes do Memorando de Entendimento assinado com a National Financial Regulatory Administration (NFRA), o órgão regulador do sistema financeiro e de seguros da China. O foco principal é a criação de um ambiente regulatório altamente integrado, capaz de viabilizar o fluxo de grandes capitais e reter riscos complexos de engenharia e infraestrutura.


Infraestrutura e Indústria: O Papel das Garantias Sólidas

Um dos pilares centrais da agenda bilateral é o suporte aos investimentos de longo prazo previstos para o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e para os planos de neoindustrialização do Brasil. De acordo com as autoridades regulatórias brasileiras, a entrada de resseguradoras e seguradoras globais é um fator crítico de sucesso para esses projetos.

"A cooperação bilateral estreita no campo de seguros e resseguros não é apenas capaz de ampliar a integração financeira, mas é essencial para suportar investimentos de longo prazo, especialmente em infraestrutura e indústria, setores em que garantias sólidas são premissas absolutas para a execução dos projetos."— Júlia Normande Lins, Diretora da Susep.

Com o avanço do diálogo, a expectativa é que o mercado segurador brasileiro ganhe maior musculatura financeira, aproveitando a vasta liquidez e expertise em modelagem de risco das corporações asiáticas.

Os Três Pilares do Acordo Susep e NFRA

As discussões técnicas e regulatórias entre o Brasil e a China estão estruturadas sob três vertentes operacionais de mercado, desenhadas para modernizar o ecossistema de proteção financeira nacional:

  • Inovação e Tecnologia: Compartilhamento de modelos de supervisão aplicados a insurtechs (empresas de tecnologia focadas em seguros) e automação de regulação de sinistros.

  • Expansão do Acesso ao Seguro: Desenvolvimento de seguros populares e inclusivos, espelhando os modelos de microseguros de sucesso aplicados em larga escala na Ásia.

  • Transformação Ecológica (Finanças Verdes): Modelagem e precificação de riscos climáticos e ambientais, com foco na criação de apólices verdes para cobrir projetos de transição energética e descarbonização industrial.  


O Impacto no Mercado de Resseguros

O mercado de resseguros — que funciona como um "seguro das seguradoras" para diluir prejuízos bilionários — é um dos setores que mais devem lucrar com essa aproximação. A tabela abaixo sintetiza como a parceria remodela a dinâmica das operações corporativas:  


Área de Impacto

Cenário Tradicional

Cenário com Integração Sino-Brasileira

Capacidade de Retenção

Dependência severa do mercado europeu e norte-americano.

Diversificação com capital asiático, ampliando os limites de cobertura no Brasil.

Seguros de Linhas Financeiras

Custos elevados devido à baixa concorrência em grandes riscos.

Abertura para novos players internacionais, reduzindo o custo de observância.

Finanças Sustentáveis

Poucas linhas voltadas a crédito de carbono e transição energética.

Introdução de produtos baseados na experiência da China em títulos sustentáveis.

Próximos Passos: Alinhamento Regulatório

O avanço prático do acordo depende, agora, da criação de grupos de trabalho técnicos para mitigar assimetrias de regulação. A Susep planeja detalhar as regras operacionais do Open Insurance (Sistema de Seguros Aberto) e do Sistema de Registro de Operações (SRO) para os reguladores chineses, assegurando que as futuras operações de resseguro e cosseguro transfronteiriço ocorram com total segurança jurídica e transparência de dados.


Fontes de Consulta

  • Superintendência de Seguros Privados (Susep) – Assessoria de Comunicação Social (Junho/2026).

  • Atas da 12ª Reunião da Subcomissão Econômico-Financeira da COSBAN.

  • Relatório do 3º Fórum de Cooperação Financeira Brasil-China (Pequim).

  • Dados de Comércio Exterior e Integração de Capitais – Ministério da Fazenda do Brasil.

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