PF investiga conta de advogado de Flávio Bolsonaro que movimentou R$ 130 milhões
A Polícia Federal (PF) apura transações em uma conta bancária vinculada ao advogado e empresário Willer Tomaz que movimentou R$ 130 milhões em um período de apenas três meses.

O inquérito investiga suspeitas de lavagem de dinheiro (prática de ocultar a origem de recursos financeiros) e evasão de divisas. A apuração da PF levantou indícios de que Tomaz e Flávio Bolsonaro teriam compartilhado a titularidade dessa conta.
A desconfiança dos investigadores surgiu após a análise de uma troca de e-mails entre o escritório de advocacia do empresário e uma instituição financeira.
Defesa e Repercussão
Tanto a assessoria de Flávio Bolsonaro quanto Willer Tomaz negaram a existência de qualquer conta conjunta e rechaçaram as suspeitas. O advogado também informou que não realizou movimentações com empresas de apostas.
Em nota oficial, a defesa de Tomaz questionou o vazamento da investigação às vésperas de um debate presidencial e criticou os métodos da apuração:
"É igualmente inaceitável que a quebra do sigilo telemático sirva de instrumento para uma pescaria probatória destinada a fabricar falsos escândalos com fins político-eleitorais."

Principais pontos do inquérito policial:
Os investigadores apontam incompatibilidade entre o alto volume financeiro e as atividades formais conhecidas do advogado.
A corporação trabalha com a hipótese de que estruturas complexas foram montadas para dificultar o rastreio da procedência do dinheiro e de seus beneficiários finais.
O advogado sustenta que não há movimentações irregulares e acusa o caso de ser explorado politicamente.
Fontes consultadas:
Relatórios de investigação da Polícia Federal repercutidos na imprensa.
Notas oficiais da defesa de Willer Tomaz e da assessoria de Flávio Bolsonaro.
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